to infinity and beyond

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quinta-feira, janeiro 08, 2015

Acho que ser estúpido está na moda, e concordo que seja mais fácil levar a vida com estupidez, mas estou absolutamente cansada de gente estúpida.

Gosto de pessoas tresloucadas, criativas, corajosas, que fervem em pouca água, ousadas, curiosas... até gosto de nerds e de engenheiros, mas estúpidos já não consigo tolerar.

"Quando tu morres, não sabes que estás morto, os outros é que sofrem. Acontece o mesmo quando és estúpido!" Esta é das melhores frases que li a navegar por aí, e das que me tenho lembrado mais vezes.

Fica a nota mental: serei estúpida também, sem saber?!

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Não, não foi o meu amor, graças a Deus, mas foi o de uma das pessoas que mais gosto. E mesmo que não gostasse tanto, custa sempre por empatia e solidariedade feminina.

Imagino como ela se sente, o vazio que fica e a vontade de agarrar pedaços de esperança perdidos no vazio da alma de quem tem medo de ser esquecida.

Acredito que a ideia de ficar sozinha seja assustadora (talvez mais assustadora do que perder um amor esgotado e rasgado pelo tempo e pelas confusões da vida). Acredito também que toda a gente merece ser feliz e deve procurar a felicidade a todo o custo, mesmo que seja a custo de uma possível solidão temporária.

Quando as pessoas não se entendem à primeira, dificilmente se vão entender à vigésima... O amor é uma coisa séria, não é uma roleta russa.

O amor, ou é, ou já era.

Haja juventude, amigos, alegria e sumo de laranja!
Este Réveillon não foi passado em Paris, nem em NY, como eu sonhava há um ano atrás. Nem tão pouco foi passado numa quinta glamourosa com passadeira vermelha (por acaso, até acho que havia passadeira vermelha!).

Este ano, pela primeira vez, a meia noite não deu lugar a rituais de "sorte" nem a listas de desejos, Na verdade, não pedi sequer um único desejo. Pensei por uma fração de segundo que não precisava de pedir nada, consigo conquistar o mundo com uma mão, desde que Ele esteja a segurar a outra... Cliché, claro, bem piroso, como o AMOR deve ser.

Foi o primeiro ano que não passei com amigos, e valeu a pena. Fizemos o jantar em casa... sim, pus o betinho a cozinhar! Surpreendentemente foi um sucesso, provavelmente dos melhores jantares que tive! A começar assim, como poderia não ser um ano bom?! Venham mais 90 e tal...!

quarta-feira, dezembro 31, 2014


terça-feira, dezembro 30, 2014


Todas as respostas estão à minha esquerda, todos os dias da semana, 8 horas por dia!

Tempo... a única coisa que não podemos comprar nem vender. A única coisa que (por agora e ao nosso alcance) só tem uma direção.

Sendo a coisa mais preciosa de que dispomos, devia ser também a que gastamos melhor... mas então, por que é que não é?! Por que é que continuo a sentir que estou a gastar de forma errada a maior parte do meu?!

Qual será a percentagem da população mundial com a mesma sensação?

segunda-feira, dezembro 29, 2014

O ano está a chegar ao fim, e quase tudo o que eu quero é ESTAR. Estar em vários sítios, estar com determinadas pessoas, estar alegre. Este ano, aprendi a SER, mais calma, mais ponderada, mais verdadeira, especialmente comigo mesma, mais genuína e mais feliz. 

Em 2015 queria poder estar perto de quem gosto, queria poder ir, e voltar. 

Fico triste por não poder deixar tudo para trás e ir com Ele para a Ásia por 90 dias. Sei o quanto isso contribuiria para o meu desenvolvimento, pessoal, social e, possivelmente, profissional, mas nem me dou a oportunidade de pensar seriamente sobre isso.

Além do medo e da incerteza do regresso, há o quase intransponível obstáculo do dinheiro para a ida. 3 meses sem trabalhar, mais o número indefinido de meses que passaria à procura de trabalho novamente... Sou completamente independente financeiramente desde os 20 anos, e está fora de questão deixar de o ser por uma aventura.

Esta é a primeira vez que admito perante mim e mesma (e perante quem possa ler isto) que fico realmente triste por não poder ir. Se me ocorresse uma forma de conseguir meia dúzia de milhares de euros em 2 meses, comprava já a viagem...
O namorado já tem data de partida para a aventura de 3 meses na Ásia: será a 16 de Fevereiro. Havia muitas palavras a escrever sobre isto, mas vou comer bombons e volto a este assunto mais tarde.
O fim-de-semana antes do Natal foi passado em Lisboa, cidade que só visitava em trabalho ou de passagem, pelo que não conhecia nada. É incrível, de facto, apesar da grande surpresa ter sido Sintra, e a marginal até lá. Já sei onde vou ter uma casa quando a sorte me piscar o olho, com 5 números e duas estrelas!

Mas a ida a Lisboa foi para o Cirque du Soleil, cortesia oferecida pela empresa, no camarote que lá temos. A juntar a todos os luxos e atenções da área VIP e à excelente companhia do namorado, seguiu-se um espetáculo acima de qualquer
expectativa possível.

O espetáculo foi o QUIDAM, e a minha única certeza agora é que quero ver os outros todos! Duas emocionantes horas de absoluta surpresa e arrepios! Provavelmente o espetáculo mais emocionante e incrível que vi em toda a vida (e isto é dito por alguém que sempre detestou circo...).

Surgiu aquela vontade de deixar tudo para trás (ou para baixo), subir para um trapézio e viver disso. Liberdade, adrenalina, emoção... mas, por agora, é preciso voar mais baixinho!
Este ano não enviei centenas de sms de feliz natal, não escrevi posts emocionantes no facebook, nem tão pouco retribuí as mensagens recebidas. Não o fiz por desleixo, frieza, ou desinteresse, mas apenas porque acredito que o Natal é altura de regressar às origens, voltar a casa, e encontrar (-nos) no meio do caos em que nos perdemos todos os outros dias.

Este Natal tive os melhores presentes: paz no coração e leveza nos pensamentos. Estou em paz com o presente e confiante no futuro.


sexta-feira, dezembro 19, 2014


quarta-feira, dezembro 17, 2014

Hoje vi o saldo da minha conta bancária e tive um susto! Não... não foi uma surpresa agradável, foi um susto mesmo. É incrível como dedico a maior parte da minha vida ao trabalho, e mesmo assim, há sempre mais mês do que dinheiro...

No entanto, do alto dos meus sábios 27 anos, acredito que não somos ricos por aquilo que temos, mas por aquilo que podemos dar.

Hoje, 20 euros para mim não valem nada, não me fazem diferença nenhuma... significam um jantar ou um vestido. Para outras pessoas, em outras partes do mundo, 20 euros podem alimentar toda uma família, comprar material escolar, medicamentos... mudar e SALVAR vidas.

Quando somos saudáveis e estamos relativamente confortáveis, tendemos a esquecer que há pessoas para quem o nosso "nada" pode ser "tudo"; e nós, seres insignificantes de mentes vazias neste ciclo consumista, podemos ser os heróis nas historias menos encantadas de alguém.

terça-feira, dezembro 16, 2014

Hoje sinto-me optimista! O meu namorado vai passar 3 meses na Ásia, parte daqui a sensivelmente 2 meses, e isso deixa-me mais excitada por ele do que preocupada. Um pequeno passo pela felicidade e uma longa caminhada contra a insegurança!

Fico a imaginar as coisas que ele vai ver, sentir, viver... talvez a oportunidade de viver esta aventura com ele, mesmo estando do lado de cá da Europa, ajude a calar esta voz que grita dentro de mim todos os dias, esta sede de VIVER outras realidades, quando a minha se tornou pequena demais para o tamanho dos meus sonhos.

Experimentei Yôga em Julho, com o Rui (instrutor), um amigo que fiz há uns anos noutros projetos, e desde então tenho praticado todas as semanas. Além do instrutor ser um ser humano incrível, é também extremamente divertido, e faz com que as aulas sejam ainda mais interessantes. Na altura, experimentei porque me foi sugerido por um homem muito atraente - agora, Ele é o meu namorado!

Pratico SwáSthya Yôga (a sistematização do Yôga Antigo feita pelo mestre DeRose, conhecido escritor e professor de Yôga), mais pelo bem que me faz à alma do que pelo corpo, mas já noto diferenças abismais em termos de flexibilidade (física e mental!).

Hoje o Rui ofereceu a todos os praticante um livro da autoria do mestre DeRoseQuando é Preciso ser Forte. Não poderia imaginar melhor livro para ler às portas do novo ano. O que me fascina no Yôga (e também no Rui e no DeRose) é a fundamentação básica de todas as ações assente em valores tão simples, e ao mesmo tempo tão poderosos!

Com a crise de valores que se vive, conhecer pessoas que vivem a vida com a único sentido de fazer o BEM, a si e aos outros, é uma bênção! Ter um namorado que partilha as mesmas práticas e os mesmos valores, é um doce milagre.

Voltando ao Yôga, resumidamente tem-me deixado mais optimista, mais calma, mais controlada, mais saudável, mais elegante e mais feliz, e ainda resolveu um dos mais graves e prolongados problemas da minha vida: as insónias.

Como ainda vou voltar a escrever sobre Yôga e sobre o livro do Meste, até já!



Toda a gente tem um amigo ou amiga que sabe sempre o que oferecer, e que oferece sempre a coisa certa. Eu não sou essa pessoa.

Quanto mais ouço falar em presentes, menos vontade tenho de os dar ou receber. Os presentes que quero, não são coisas, são pessoas: quero pessoas presentes na minha vida.

No meio da indecisão do que dar aos pais, ao namorado e a uma ou outra alma que mereça um agrado especial, decidi dar alguma coisa a quem precisa mais. Dei uma volta no meu guarda-roupa, e consegui desfazer-me de umas 100 peças! A maior parte eu ainda tencionava usar, mas a consciência falou mais alto, e lembrei-me dos que precisam mais do que eu.

Lembrei-me de uns putos me terem dito uma vez, numa das minhas primeiras semanas de aulas, com 6 anos, que eu andava sempre com a mesma roupa. Era verdade... na época não tinha muita. Lembro-me de ter pensado, nessa altura, que um dia havia de ter mais roupa do que o que conseguiria vestir. E esse dia chegou. De facto, agora tenho bem mais do que preciso, mais do que qualquer ser humano precisa, e por isso decidi doar até alguns dos meus vestidos preferidos.

No bolso de um dos casacos que doei, deixei um post-it com o texto "todos os teus sonhos se vão realizar". De um jeito ingénuo e improvável, acredito que a pessoa que o ler vai poder aquecer o corpo (com o casaco) e aquecer o coração com esperança, e esperança é um belo presente de Natal!