to infinity and beyond

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terça-feira, dezembro 16, 2014

Experimentei Yôga em Julho, com o Rui (instrutor), um amigo que fiz há uns anos noutros projetos, e desde então tenho praticado todas as semanas. Além do instrutor ser um ser humano incrível, é também extremamente divertido, e faz com que as aulas sejam ainda mais interessantes. Na altura, experimentei porque me foi sugerido por um homem muito atraente - agora, Ele é o meu namorado!

Pratico SwáSthya Yôga (a sistematização do Yôga Antigo feita pelo mestre DeRose, conhecido escritor e professor de Yôga), mais pelo bem que me faz à alma do que pelo corpo, mas já noto diferenças abismais em termos de flexibilidade (física e mental!).

Hoje o Rui ofereceu a todos os praticante um livro da autoria do mestre DeRoseQuando é Preciso ser Forte. Não poderia imaginar melhor livro para ler às portas do novo ano. O que me fascina no Yôga (e também no Rui e no DeRose) é a fundamentação básica de todas as ações assente em valores tão simples, e ao mesmo tempo tão poderosos!

Com a crise de valores que se vive, conhecer pessoas que vivem a vida com a único sentido de fazer o BEM, a si e aos outros, é uma bênção! Ter um namorado que partilha as mesmas práticas e os mesmos valores, é um doce milagre.

Voltando ao Yôga, resumidamente tem-me deixado mais optimista, mais calma, mais controlada, mais saudável, mais elegante e mais feliz, e ainda resolveu um dos mais graves e prolongados problemas da minha vida: as insónias.

Como ainda vou voltar a escrever sobre Yôga e sobre o livro do Meste, até já!



Toda a gente tem um amigo ou amiga que sabe sempre o que oferecer, e que oferece sempre a coisa certa. Eu não sou essa pessoa.

Quanto mais ouço falar em presentes, menos vontade tenho de os dar ou receber. Os presentes que quero, não são coisas, são pessoas: quero pessoas presentes na minha vida.

No meio da indecisão do que dar aos pais, ao namorado e a uma ou outra alma que mereça um agrado especial, decidi dar alguma coisa a quem precisa mais. Dei uma volta no meu guarda-roupa, e consegui desfazer-me de umas 100 peças! A maior parte eu ainda tencionava usar, mas a consciência falou mais alto, e lembrei-me dos que precisam mais do que eu.

Lembrei-me de uns putos me terem dito uma vez, numa das minhas primeiras semanas de aulas, com 6 anos, que eu andava sempre com a mesma roupa. Era verdade... na época não tinha muita. Lembro-me de ter pensado, nessa altura, que um dia havia de ter mais roupa do que o que conseguiria vestir. E esse dia chegou. De facto, agora tenho bem mais do que preciso, mais do que qualquer ser humano precisa, e por isso decidi doar até alguns dos meus vestidos preferidos.

No bolso de um dos casacos que doei, deixei um post-it com o texto "todos os teus sonhos se vão realizar". De um jeito ingénuo e improvável, acredito que a pessoa que o ler vai poder aquecer o corpo (com o casaco) e aquecer o coração com esperança, e esperança é um belo presente de Natal!